Sabe, há alguns dias atrás eu baixei um jogo para o meu PS2. Um game? Talvez mais do que isso. Talvez até uma obra de arte em forma de jogo.

Shadow of The Colossus realmente é um jogo primoroso. Nele, você é um herói sem nome que vaga por um mundo gigantesco e extremamente detalhado, e deve sair à procura de 16 colossos e matá-los, tudo por causa de uma moça sem nome que fica deitada num altar de pedra no centro do cenário.
O jogo não tem
nenhuma muita história, e nem muitos personagens. Só há o herói, a moça no altar de pedra, o cavalo do herói, a voz que vem do céu dizendo o colosso que você deve caçar, e os 16 colossos. Tocante, né??
Mas, se você achou Tomb Raider
um cu entediante, corre o risco de achar o mesmo de Shadow of The Colossus, pois tudo o que você deve fazer é ir atrás do colosso e matá-lo, sem nem mais um bichinho sequer pra você interagir entre um colosso e outro. Ou não, porque, se em Tomb Raider você anda duas horas pelo cenário vazio para matar um tigre, em Shadow você anda duas horas para matar uma besta enorme que leva um bom tempo para ser derrubada e faz você esquecer da longa jornada do templo ao colosso.
Mas o que mais chama a atenção é o senso de escala do jogo. O herói, que tem o tamanho de um hominóide, deve escalar e matar bestas gigantescas que podem matá-lo com um pisão. Sim, cara. Os bichos são
grandes pra caralho enormes. Parte animal, parte vegetal, parte mineral, parte construção de alvenaria, o chão treme com os passos dessas porras. E o mais legal é que cada colosso tem várias particularidades, como os locais onde se encontram seus pontos fracos, as partes com pêlos que podem ser escaladas, a forma de escalar cada colosso... Enfim, cada bicho é um desafio novo a ser vencido.

O que chama a atenção também são os gráficos. Cara, o mundo é detalhado bagarai. Maravilhoso mesmo. O interessante é a quantidade de elementos que lá estão sem função nenhuma além de parecerem bonitos. E ainda têm as cenas dos colossos indo ao chão, que são muito bem trabalhadas.
O jogo tem bons efeitos sonoros. O som do vento e dos cascos do cavalo só fazem aumentar a sensação de solidão do jogo. Mas as musiquinhas que vez em quando aparecem são bem boas também.
Outro detalhe importante é que não se acumula experiência. Ou seja, do jeito que você começa o jogo, você termina. E assim também são as armas. A espada e o arco e flecha não possuem upgrades. Isso evita coisas do tipo "puta que pariu, deveria ter melhorado a outra arma".
Resumindo, esse é um jogo do caralho. Eu recomendo.